sexta-feira, 6 de junho de 2014

Palácio dos leões

O Palácio dos Leões é o edifício-sede do governo do estado brasileiro do Maranhão. Localiza-se no centro histórico da cidade de São Luís, na área designada Patrimônio Mundial pela UNESCO. Com uma história que começa no início do século XVII, o Palácio é um dos maiores símbolos da cultura maranhense. 

A sua localização privilegiada, no alto do promontório onde nasceu a cidade de São Luís, aliada à sua trajetória histórica, à sua arquitetura e seus bens artísticos, fazem do Palácio um conjunto de fundamental importância para o entendimento da formação da identidade cultural do povo maranhense. Sua origem remonta ao dia 8 de setembro de 1612, quando os franceses, comandados por Daniel de La Touche, senhor de La Ravardiere, sob a proteção da rainha regente da França, Maria de Médicis, estabeleceram entre os estuários dos rios Anil e Bacanga, na ilha de Upaon-Açu, a colônia que batizaram de França Equinocial. Iniciaram a construção de um forte, ao qual deram o nome de São Luís, em homenagem ao rei Luís IX de França. 

Após a expulsão dos franceses, em 1615, o forte de São Luís é rebatizado São Felipe pelos portugueses. Dentro do recinto do forte, o capitão-mor Jerônimo de Albuquerque inicia a construção da residência dos Governadores, erguida com a técnica de taipa de pilão por mão-de-obra indígena.1 O novo edifício, assim como o povoado português, foi projetado pelo engenheiro militar Francisco Frias de Mesquita. Em 1624, o novo Governador Geral do Maranhão, Francisco de Albuquerque Coelho de Carvalho, determinou a reconstrução do Forte de São Felipe em pedra e cal. Na mesma época, determinou também a reconstrução da residência dos Governadores. 

A primitiva construção serviu tanto de moradia como despacho administrativo até o ano de 1762.[carece de fontes] Em 1766, o governador Joaquim de Mello e Póvoas determinou a demolição do velho Palácio do Governo e fez construir um novo edifício em pedra e cal, para melhor acomodar a família dos capitães-generais que lhe sucedessem. O palácio construído por ordem de Mello e Póvoas era sóbrio, com beirais salientes e o telhado baixo. 

A entrada era feita pelo lado do edifício; somente na reforma empreendida em 1857 é que esta foi deslocada para o centro da fachada principal. Durante todo o período do império o Palácio do Governo passou por várias reformas. Dentre esses melhoramentos, os mais significativos foram: iluminação a gás e lageamento do passeio da testada do edifício em pedra de cantaria portuguesa em 1863 e a aquisição de móveis e outros objetos em 1872.